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  • Ramon Batista Pereira da Silva

Conheça as 6 Desvantagens da Energia Solar

Atualizado: 17 de Nov de 2020

Parece que ninguém quer falar muito de desvantagens, não é mesmo? Mas nós da SolarEasy vamos revelar essas desvantagens pra você. Vai aqui então um texto recheado de informações importantes para você que pretende em algum momento adquirir um sistema fotovoltaico. Há itens importantíssimos a serem avaliados antes de tomar essa decisão. Veja a seguir quais são essas desvantagens:




1 - CAPEX (custo Inicial de aquisição do sistema)


Um dos obstáculos geralmente relatados por pessoas interessadas em adquirir equipamentos fotovoltaicos é o alto valor a ser investido. Equipamentos fotovoltaicos em sua maioria são constituídos por materiais importados, sendo em sua minoria produzidos pela indústria brasileira. Portanto é de salientar que a variação cambial afeta diretamente o valor do equipamento.


Os preços vêm reduzindo devido à popularização de equipamentos fotovoltaicos e encontram-se hoje em patamar bem acessível. É importante destacar que o sistema de energia solar gera receita e isso ameniza o custo inicial de aquisição. Ao financiar o equipamento podemos observar que, geralmente, o valor da parcela do financiamento difere muito pouco em relação ao valor da fatura mensal da conta de energia. Estamos, no entanto, falando de investimento e nessa questão é redundante dizer que haverá um pequeno valor na parcela a ser investido.


Para haver um melhor retorno do investimento o importante é aplicar o investimento em sistemas que possuem em seu conjunto (inversor + painéis fotovoltaicos) garantias mais extensas. Atualmente existem tecnologias em que o conjunto apresenta até 25 anos de garantia. Sob esse aspecto, a amortização desse custo inicial de investimento é mínima perante o alto retorno financeiro ofertado pelo produto.



2 - Intermitência de Geração


Os sistemas conectados à rede da concessionária, denominados “on-grid”, representam quase a totalidade dos sistemas fotovoltaicos implantados. Esses sistemas possuem intermitência de geração, pois só funcionam enquanto houver radiação solar. No período noturno ou de baixa radiação solar é requerida energia da rede da concessionária para o fornecimento da energia elétrica.


Em caso de falta de energia por parte da concessionária o sistema de energia fotovoltaica ficará sem produzir energia devido dois fatores:

  • segurança do técnico de manutenção da rede para que não receba descarga elétrica da energia gerada pelo sistema fotovoltaico injetada na rede da concessionária;

  • o sistema fotovoltaico foi projetado para gerar apenas o consumo da unidade consumidora, portanto não é capaz de suportar a demanda de todas as unidades consumidoras vizinhas que necessitam de energia elétrica durante a interrupção do fornecimento da concessionária.

Ao considerar esse fator, o importante é relembrar o número de quedas de energia e sua duração no período de um ano. No geral, especialmente em áreas urbanas, são contabilizados poucos casos de interrupção, não gerando assim grandes transtornos a ponto de inviabilizar o investimento no sistema.



3 - Armazenamento da Geração


Sistemas de armazenamento de energia com alto desempenho e longa estimativa de vida útil se tornaram o grande desafio do setor de energia fotovoltaica. No mercado atual as baterias possuem elevados custos, apresentam um ciclo de vida reduzido, além de serem constituídas por materiais de difícil descarte que geram grande impacto ao meio ambiente. Grandes corporações têm estudado e buscado desenvolver baterias de alto desempenho, mas enquanto essas soluções não se materializam comercialmente, a opção continua sendo utilizar a rede da concessionária para este armazenamento.


A legislação vigente, segundo a Regulamentação Normativa 687/2015 da ANEEL, dispõe que o crédito de energia injetado para a concessionária deverá ser estornado à unidade consumidora observando as mesmas características do momento da geração. Os créditos gerados poderão ser utilizados no prazo máximo de 60 meses após a data de faturamento. Muitos investidores, a partir dessas premissas, têm implantado seus sistemas fotovoltaicos em observância a esse cenário e à alegação de que possivelmente quem instalar na atual conjuntura, mesmo que ocorram mudanças futuramente, terá garantida (mesmo que por um período) a permanência na regulamentação atual.



4 - Incentivos Governamentais e Instabilidade da Legislação


No Brasil, um país com dimensões continentais e com radiação solar abundante em quase todo o ano, é possível observar um quadro onde incentivos governamentais ainda são bastante tímidos. Infelizmente as termoelétricas, que utilizam da queima de combustíveis e que lançam CO2 na atmosfera, e as usinas hidrelétricas, que inundam grandes áreas, ainda tem predominância e voz na matriz energética brasileira.


A instabilidade da legislação é um grande obstáculo para o crescimento de fontes limpas e renováveis. No entanto, associações que trabalham em prol de energias limpas juntamente com o apelo popular têm pressionado os órgãos governamentais a mudarem esse cenário. Propostas têm adentrado o congresso para que haja uma lei específica que proteja os direitos dos investidores e usuários. No Brasil vivenciamos esse quadro de instabilidade, mas isso não tem intimidado os investidores, tendo em vista que essa é uma causa nobre que defende o viés da economia, ecologia e qualidade de vida concedida ao meio ambiente e aos usuário do sistema.



5 - Rápidas Mudanças Tecnológicas


Em prol da incessante busca de melhor eficiência dos equipamentos fotovoltaicos as mudanças tecnológicas ocorrem em uma velocidade frenética. Apesar de se apresentar como um ponto negativo, alguns fabricantes desenvolveram sistemas que se adequam à linha de inovação traçada pelo mercado. Sistemas tradicionais tem limitação quanto à ampliação e adequações das inovações tecnológicas, principalmente em relação à potência dos painéis fotovoltaicos. Como esses sistemas são ligados em série, não é possível substituir apenas um painel por outro mais potente, a série inteira deve ser substituida, o que pode inviabilizar uma futura ampliação.


No cenário atual, potências de painéis ofertados há um ou dois anos atrás, dificilmente são encontrados no mercado. Isso acontece devido a evolução das potências dos módulos e o fim da linha de produção nas fábricas. Para exemplificar, em 2018 eram ofertados painéis de 250W a 280W, no inicio de 2019 os painéis eram de 310W a 330W, no final de 2019 já surgiam painéis de 350W a 400W e atualmente temos painéis de 410W a 500W. Assim sendo, para amortecer as rápidas mudanças tecnológicas e preservar o investimento inicial, o importante é investir em sistemas modulares e com flexibilidade de implantação de painéis de potências diferentes. Nesse quesito, inversores com portas individuais para cada painel (MPPT individual) propiciam a utilização de maior diversidade de potências em uma mesma instalação.



6 - Alteração da estética do imóvel


Muitos investidores relatam a insatisfação em ter adquirido um sistema fotovoltaico ao descobrirem no ato da instalação do equipamento as necessárias e indesejadas modificações realizadas no imóvel. Inversores tradicionais necessitam de tubulações específicas para passagem dos cabos, uma vez que a corrente nesses cabos é contínua e de alta tensão. A instalação do inversor no interior ou na parte externa do imóvel alterará o seu aspecto estético, sem contar com a inconveniência de restrição do uso desses espaços devido a periculosidade da alta tensão recebida por este equipamento.

No entanto, existem tecnologias que geram menos impacto na estrutura existente do imóvel e reduzem até 60% do tempo de instalação. Tecnologias como dos micro inversores reduzem o impacto de alteração na edificação, uma vez que não alteram e não modificam espaços da edificação, pois eles possuem proteções para serem instalados juntamente ao painel fotovoltaico.


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